11.18.2015

Misery, Stephen King

Título: Misery | Autor: Stephen King
Editora: Hodder Paperbacks | Ano de publicação: 1987 | Páginas: 387 
★★★☆☆½

Foi há dois anos atrás a minha estreia com Stephen King. Na altura, li o livro Carrie, o primeiro livro do autor, e foi uma desilusão. Não o achei particularmente cativante e não gostei da escrita do autor.
Mesmo assim decidi não desistir do escritor e este ano resolvi ler o Misery para o desafio Assombração de Leituras do grupo do goodreads "Maratonas, desafios e leituras conjuntas". E...a experiência foi melhor.

Paul Sheldon é um famoso escritor de romances cor-de-rosa, tornado célebre pela personagem principal das suas obras, Misery Chastain. Porém, Sheldon entendeu que estava na hora de virar a página e decidiu «matar» Misery. É então que sofre um terrível acidente de viação e é socorrido por Annie Wilkes, uma ex-enfermeira que o leva para sua casa para o tratar. O que Paul não sabe é que Annie, a sua salvadora, é também a sua maior fã, a mais fanática e obcecada de todas — e está furiosa com a morte de Misery. Ferido e incapaz de andar, totalmente à mercê de Annie, Paul é obrigado a escrever um novo livro para «ressuscitar» Misery, como uma Xerazade dos tempos modernos nas mãos de uma psicopata tresloucada que há muito deixou de distinguir a realidade da ficção. 


Sem dúvida, que para mim Misery é um livro superior ao Carrie. A escrita do escritor pareceu-me menos amadora e seca e o enredo mais intrigante. Contudo, continuei a não me render ao estilo do escritor. Neste livro, temos acesso a todos os pensamentos do Paul Shedon e, assim, vamos conhecendo os vários eventos do ponto de vista dele bem como os seus pensamentos e divagações confusas e imaginativas (a maioria das quais sob o efeito de drogas dadas para as dores). Se há alturas em que este stream of consciousness é interessante, há outras em que se torna extremamente desnecessário e aborrecido. Para além disso, vamos tendo acesso também aos capítulos do livro que o Paul está a escrever para a Annie e para mim estes excertos foram desinteressantes, saturantes e quebraram bastante o ritmo da leitura.


Quanto aos pontos positivos, tenho de admitir que gostei do enredo em si e do rumo que a história tomou. Gostei do terror psicológico presente e, apesar de nunca me ter sentido assustada, existiram algumas cenas que me arrepiaram mais.
Claro que o ponto forte do livro é a personagem Annie, que é realmente marcante e impressionante, e o Paul é também uma personagem bem desenvolvida.

Concluindo, existiram secções bem viciantes mas, como um todo, o livro não brilhou. Stephen King ainda não me conquistou e tão cedo não vou ler outro livro dele.


O filme:
Título: Misery - o capítulo final 
Realizador: Stephen King Ano: 1990 | Duração: 107 min.
Interpretações: James Caan, Kathy Bates, Richard Farnsworth
[IMDB]

Claro que depois de ler o livro tive de ir ver o filme que é muito bem cotado.
Na minha opinião, o filme revelou-se uma excelente adaptação do livro. Tem poucas alterações e consegue transmitir bem o feeling e atmosfera do livro. Kathy Bates está óptima no papel de Annie Wilkes e é introduzida uma nova personagem - o sheriff - que é extremamente carismática e divertida. São introduzidas algumas explicações para partes mais inverosímeis do livro e não temos quase acesso nenhum ao conteúdo do manuscrito que o Paul escreve para a Annie.
Infelizmente, devido a não termos acesso aos pensamentos do Paul, esta personagem torna-se mais fraca e aparentemente desinteressante no filme.
Apesar de considerar este filme uma boa adaptação, este acabou por estar no mesmo patamar que o livro. Gostei mas não me arrebatou.




E vocês?
Já leram o livro ou viram o filme?

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