6 livros para 2016

22:23


Hoje venho falar-vos de seis livros que quero mesmo ler no próximo ano. Tentei escolher livros diversificados e que, ou estão na minha prateleira há muito tempo, ou que são livros que acho que vou adorar.


House of Leaves de Mark Z. Danielewski | 2000 | 736 pág.
The story remains unchanged, focusing on a young family that moves into a small home on Ash Tree Lane where they discover something is terribly wrong: their house is bigger on the inside than it is on the outside.

Este livro está na minha estante já há bastantes anos mas tenho adiado sempre a sua leitura devido ao seu tamanho e narrativa invulgar. No fim deste ano ainda pensei pegar nele mas acabei por não ter tempo. Em 2016 este livro vai ser o meu maior desafio mas irá ser lido!



Na trilha da solidão de Larry McMurtry | 1985 | 864 pág.
A love story, an adventure, and an epic of the frontier, Larry McMurtry’s Pulitzer Prize— winning classic, Lonesome Dove,the third book in the Lonesome Dove tetralogy, is the grandest novel ever written about the last defiant wilderness of America. Journey to the dusty little Texas town of Lonesome Dove and meet an unforgettable assortment of heroes and outlaws, whores and ladies, Indians and settlers.

Mais um calhamaço na lista. Este está na minha prateleira há relativamente pouco tempo mas estou muito entusiasmada para o ler. Só não peguei nele em 2015 por causa do tamanho. Nunca li um western mas este é super recomendado.



Vidas de raparigas e mulheres de Alice Munro | 1971 | 236 pág.
Del Jordan vive no fim da Flats Road, na quinta de criação de raposas do seu pai, onde os seus companheiros são um excêntrico solteiro amigo da família e o seu rude irmão mais novo. Quando Del começa a passar mais tempo na cidade, vê-se rodeada por mulheres: a sua mãe agnóstica, uma mulher teimosa que vende enciclopédias aos agricultores; a inquilina da sua mãe, Fern Dogherty; e a sua melhor amiga, Naomi, com quem partilha as frustrações e as desenfreadas alegrias características da adolescência. É através destas influências improváveis, e das suas experiências com o sexo, o nascimento e a morte, que Del explora as contradições do que é ser uma mulher. O resultado é uma demonstração poderosa, comovente e repleta de humor da consciência improvável de uma excritora sobre a vida de raparigas e mulheres.

Comprei este livro em 2013 quando a autora ganhou o Nobel da Literatura e, para minha grande vergonha, ainda não o li. Em 2016 não me escapa! Já leram alguma coisa da autora?




A Inquilina de Wildfell Hall de Anne Bronte | 1848 | 524 pág.
In this sensational, hard-hitting and passionate tale of marital cruelty, The Tenant of Wildfell Hall sees a mysterious tenant, Helen Graham, unmasked not as a 'wicked woman' as the local gossips would have it, but as the estranged wife of a brutal alcoholic bully, desperate to protect her son. Using her own experiences with her brother Branwell to depict the cruelty and debauchery from which Helen flees, Anne Bronte wrote her masterpiece to reflect the fragile position of women in society and her belief in universal redemption, but scandalized readers of the time.

Ai, ai. Já devem estar fartos de ver este livro sempre nas minhas listas de futuras leituras :P  Vai ser sem dúvida uma das minhas primeiras leituras de 2016.



Oblomov de Ivan Goncharov | 1859 | 496 pág.
Illiá Ilitch Oblomov, membro da velha aristocracia latifundiária, é um preguiçoso. Habituado, desde a mais tenra idade, a uma corte de criados que lhe satisfaziam todos os desejos e necessidades, agora, trintão, é incapaz de fazer seja o que for. Passa os dias na cama, enrolado num velho roupão, rebolando de um lado para o outro, enquanto traça grandiosos planos de exploração agrícola que nunca põe em prática. A Oblomov contrapõe-se Stoltz, o enérgico, vigoroso e empreendedor alemão, seu amigo de infância, que procura salvá-lo do atavismo em que mergulhou. No entanto, e malgrado os seus esforços, o apelo do sono suplanta qualquer vontade de viver e Oblomov acaba mesmo por trocar o seu grande amor pelo conforto do colchão. Este romance é um épico da preguiça, uma epopeia da pantufa, e Oblomov, uma personagem grandiosa digna de figurar entre as maiores criações literárias, como Ulisses, D. Quixote ou Fausto.

O meu ano não seria o mesmo sem um autor russo e para o ano quero conhecer Goncharov que até há pouco tempo era um autêntico desconhecido para mim.




Nós de Yevgeny Zamyatin | 1921 | 274 pág.
Neste romance, escrito em 1920, Zamiatine descreve, mais do que um mundo futuro, as relações humanas nesse mundo, que é eficazmente produtivista, limpo, desprovido de emoção. As figuras humanas visíveis são apenas as dos adultos; os velhos e as crianças não estão presentes na narrativa. Os homens e as mulheres são aparentemente iguais, a começar pelo vestuário, funcional e simples (os unifs); todos têm números, e não nomes. O meio circundante corresponde necessariamente a este tipo humano: visto a individua-lidade não existir, os apartamentos são transparentes. Só nas relações sexuais, superiormente organizadas, obedecendo sempre a um dia e a uma hora pré-determinados, surge um vislumbre de privacidade: fecham-se as persianas do quarto.

Em 2016 quero ler mais um clássico de ficção científica uma vez que em 2015 fui agradavelmente surpreendida por estes. Quero ler este clássico distópico, um livro precursor dos livros de Orwell e Huxley.



Já leram algum destes livros?
Qual o livro que não vos vai escapar em 2016?


Sugestões

4 comentários

  1. Respostas
    1. A sinopse é super interessante :) Pena estar tão caro..pode ser que apareça na biblioteca ;)

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  2. Olá Catarina,
    Nunca li nenhum mas estou muito curiosa com "A Inquilina de Wildfell Hall" de Anne Bronte =)
    Beijinhos e boas festas

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    1. Obrigada :) Eu estou muito entusiasmada para ler esse! Beijos e boas festas

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