5.07.2016

As vozes (2014) e Estrela cintilante (2009)

Hoje venho falar-vos de mais dois filmes que vi para o projecto #veja mais mulheres (saber mais aqui). São dois filmes bastante diferentes; um deles é uma comédia com um humor bastante negro e outra é um romance de época biográfico.
Vamos então à minha opinião.


 NOTA: 7, 3 | Ano: 2014 | País origem: USA, Alemanha | [IMDB]
Apesar dos problemas mentais já diagnosticados, Jerry Hickfang é um homem optimista e de bem com a vida. Ajudado pela sua psiquiatra, leva uma vida relativamente controlada, entre a casa onde vive com o seu cão e gato e o emprego. Desde que se sente melhor, tem evitado tomar a medicação antipsicótica prescrita pela médica. Por causa disso, tem alucinações frequentes, imaginando que o seu gato lhe incute pensamentos homicidas e que o cão, por sua vez, insiste que ele é um homem bom. Quando Jerry decide iniciar novamente a medicação, começa a ter breves momentos de lucidez. E é num desses momentos que se apercebe de que a realidade da sua vida é bastante mais violenta e aterrorizante do que ele alguma vez poderia supor…

"As vozes" não é um filmes para todos! É uma comédia bastante negra que não fará rir toda a gente. Aliás, houve alturas em que não se sabia se me devia rir com o absurdo da situação ou achar esta simplesmente demasiado bizarra enquanto houve outras onde fiquei quase mais horrorizada do que divertida. No entanto, para mim no final a mistura entre horror e comédia resultou.
Gostei de como a história começa super doce e cor-de-rosa (uma cor bastante presente no filme) e depois a meio dá uma reviravolta e segue um caminho muito mais negro. Apesar das suas acções, acaba por ser difícil não torcer pelo Jerry e isso deve-se sobretudo à excelente interpretação de Ryan Reynolds. Contudo, o ponto forte do filme é a presença dos dois animais - o gato Mr. Whiskers e o cão Bosco - e a sua interacção com o Jerry. Eles representam forças opostas no filme, com o gato a ser o lado mais negro sempre com maus conselhos e o cão a tentar ser a voz da razão. Tornam-se ainda mais engraçados porque interagem com o Jerry de uma forma bastante semelhante aos nossos animais de estimação :)



Concluindo, este é um filme bizarro e quirky mas que me entreteve bastante. O filme peca apenas por perder um pouco o ritmo no meio mas compensa no final explosivo.


Apesar de já ter lido Persepolis e Galinha com Ameixas ainda não vi nenhum dos filmes por isso um dia quero ver ambos.


 NOTA: 6, 9 Ano: 2009 | País origem: UK, Austrália, França | [IMDB]

Em 1818, o jovem poeta inglês John Keats (Ben Whishaw) apaixona-se pela sua vizinha Fanny Brawne (Abbie Cornish) sem imaginar como isso irá mudar a sua vida. Apesar de terem muito pouco em comum, - ele um poeta romântico, ela uma estudante de moda pouco dada à literatura - a grave doença do irmão mais novo de John aproxima-os. Essa amizade, que rapidamente se transforma num amor sem limites, tendo a poesia como linguagem, acaba por tornar-se uma obsessão difícil de aceitar por todos os que os rodeiam. Mas, apesar de todas as contrariedades, só a doença e morte prematura de John Keats terá o poder de os separar.

Antes de começar a falar-vos do que achei do filme, tenho de contar-vos a minha experiência de visualização do mesmo. Eu gosto bastante de ir à Cinemateca de Lisboa; eles geralmente passam filmes mais antigos e a audiência nunca é muita e é sempre respeitadora. Infelizmente, eu fui ver este filme num dia em que houve uma visita de estudo de alunos do secundário à mesma. Resumindo, eles passaram o filme todo a falar uns com os outros ou então a rirem-se nas cenas mais íntimas e românticas. Este é um filme lento, bastante visual e introspectivo e o constante barulho acabou por arruinar um pouco a minha experiência uma vez que nunca me consegui concentrar totalmente no que estava a ver. Pretendo um dia rever o filme e espero que na altura a experiência e a respectiva classificação sejam melhores. De qualquer modo aqui deixo as minhas impressões.

Estrela brilhante é uma história de amor doce e trágica baseada na experiência pessoal do poeta inglês Keats. Aqui Keats é interpretado de forma brilhante por Ben Whishaw que consegue transmitir bem a melancolia e ternura do poeta. Também gostei da interpretação de Abbie mas Fanny foi uma personagem que não me cativou desde o início e, como tal, inicialmente o casal não me convenceu. À medida que a história foi avançando, comecei a acreditar mais no amor e química entre o casal e fui sofrendo com eles. Este é um filme de época que se foca na dificuldade do amor triunfar num período onde o que importava era o estatuto social. É extremamente triste ver quão cúmplice é este casal e como, apesar disso, não podem ficar juntos. O filme é visualmente lindíssimo e conta com cenas na Natureza maravilhosamente filmadas.


O que acabou por falhar, para mim, foi o ritmo da história que, em determinados momentos, foi demasiado lento e arrastado. Para além disso, também não sou a maior fã de poesia e, como tal, acabei por me distrair um pouco quando os diálogos se focavam nesse tema ou assumiam um tom mais lírico.


Apesar de tudo, este é um filme que quero muito rever. Se gostam de filmes de época românticos ou de poesia, não deixem de ver este filme.



Parece inacreditável mas eu nunca vi "O Piano"! Sem dúvida, um filme que pretendo ver um dia.



Já viram algum destes filmes? Que acharam?



Créditos sinopses: Cinecartaz
Créditos imagens: Tumblr
Esta publicação faz parte do projecto Veja Mais Mulheres, criado pela Cláudia Oliveira.

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