7.03.2016

Hannah and her sisters (1986)

INTERPRETAÇÕES: BARBARA HERSHEY, MICHAEL CAINE, WOODY ALLEN, 
MIA FARROW, DIANNE WIEST
DIRECTORWoody Allen | ANO: 1986 | NOTA: 7,2


Hoje trago-vos a minha opinião do filme de Maio e Junho para o projecto conjunto com a Chris - Pipocas | Óscares | Acção. Para estes dois meses o escolhido foi o filme Ana e as suas irmãs, um filme de 1986.


No ano de 1987 celebrou-se a 59ª edição dos Óscares e foram cinco os nomeados para Melhor Filme.


Bem, este é um dos poucos anos em que só vi um dos filmes nomeados. Destes quatro filmes, só vi o Filhos de um Deus menor há muitos anos atrás (acho que até temos a cassette VHS cá por casa algures) e confesso que na altura não gostei muito. Até tenho curiosidade em rever tendo em conta que a história é interessante e se foca na relação entre um professor e a sua aluna surda. 
Um quarto com vista é uma adaptação do livro com o mesmo nome de E. M. Forster. Já li o livro e na altura foi um pouco decepcionante, esperava melhor. De qualquer modo, gostava de um dia ver o filme já que dizem que é lindíssimo e conta com a Helena Bonham Carter. 
A Missão é um filme com Robert de Niro e Jeremy Irons que eu gostava muito de ainda ver este ano. Conta a história de um padre jesuíta espanhol do séc. XVIII e de um ex-caçador de escravos que tentam proteger uma tribo índia do Sul da América contra o domínio de Portugal (pró-escravatura). Estou interessada na história e em ver a representação que fazem dos portugueses.
Por fim, temos o vencedor do Óscar e um clássico do cinema - Platoon. Nunca vi porque confesso que me intimida e não é o meu estilo preferido de filmes.

Passando agora ao filme propriamente dito, Hannah and her sisters é considerado um dos filmes clássicos de Woody Allen:
Os amores e as desventuras de três irmãs durante o feriado de Acção de Graças. Hannah (Mia Farrow) é o protótipo da mulher perfeita e é à sua volta que gravitam os outros personagens de "Ana e as Suas Irmãs". Casada em segundas núpcias com Elliot (Michael Caine), Hannah reúne toda a família para a refeição do feriado de Acção de Graças, incluindo as suas irmãs Holly (Dianne Wiest) e Lee (Barbara Hershey) e o seu neurótico ex-marido, Mickey (Woody Allen). A festa vai desmistificar o carácter de Hannah, revelando também os dramas familiares, que passam pelo ciúme, a fidelidade, a hipocondria ou a falta de amor. 
Já vi alguns dos filmes de Woody Allen, tanto dos antigos como dos mais recentes. Gosto muito de Annie Hall e do Midnight in Paris e a maioria dos outros filmes gosto, mas não adoro. De qualquer modo, sempre ouvi dizer muito bem do Hannah and her sisters porque pertence ao grupo dos filmes antigos do realizador, ao grupo dos clássicos de Woody Allen. Assim, confesso que ia com as expectativas em alta e, como tal, desiludi-me um pouco.

O filme conta-nos a história de várias personagens que se encontram, de algum modo ligadas, a Hannah e às suas duas irmãs, Holly e Lee. É uma história que balança, com sucesso, várias histórias paralelas e que acaba por apresentar situações da vida real, vividas por pessoas comuns. Aborda várias temáticas, como por exemplo, a infidelidade, interacções familiares, fracassos amorosos, medo da morte, etc...


Algo que gostei no filme foi o facto de cada personagem narrar certas passagens em voz off (multiple voiceovers), e acabamos por ter acesso ao que cada personagem está a sentir em determinado momento. Isso acaba por, de certo modo, nos aproximar das personagens. Achei também que existiu um bom balanço entre a comédia e o drama; isso é sobretudo visível na forma como o filme nos vai apresentando os defeitos de cada personagem mas, ao mesmo tempo, nos apresenta uma visão franca, optimista, simpática e até humorística das suas falhas.


Gostei sobretudo das cenas mais familiares, especialmente aquelas entre as três irmãs, onde se sentia a tensão e a existência de conflitos antigos e actuais não resolvidos. A parte que acaba por não se inserir tão bem no enredo, mas que foi a parte que mais gostei, foi a história do neurótico Woody Allen, o ex-marido de Hannah, que acaba por representar a típica vertente mais existencialista dos filmes do Woody Allen. 

 

Apesar de todos estes pontos positivos, esperava mais do filme. Queria um pouco mais do enredo e acabei por não me sentir totalmente investida em certos momentos e não me ligar totalmente a algumas das personagens. De qualquer modo, penso que é um filme que irei gostar mais numa segunda visualização.


Concluindo, se gostam dos filmes de Woody Allen, recomendo este. Vale a pena, sobretudo, pelas witty one-liners e pelas boas interpretações.





E vocês? Já viram este filme ou algum dos nomeados de 1986?


Opinião da Chris aqui


4 comentários

  1. Para mim, o "Platoon" é o melhor filme de guerra de sempre. E eu não gosto de filmes de guerra :)
    "Filhos de um Deus Menor" também é muito bom!

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    1. Pois, eu como também não gosto muito de filmes de guerra, acabo por evitar o "Platoon" mas acho que um dia tenho de lhe dar uma oportunidade. O "Filhos de um deus menor" vi-o em pequena e lembro-me que na altura detestei a protagonista. S ecalhar, agora iria gostar do filme uma vez que tenho um pouco mais de maturidade

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  2. Ela é mesmo surda muda e ganhou o Oscar com esse filme.
    O Platoon é muito bom e vais gostar.

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    1. Sim, eu sei. Eu não gostei mesmo foi da personagem na altura. Tenho de rever

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